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Dia cinza

Certa vez ouvi que a beleza do dia está nos olhos de quem vê, todo o dia pode ser lindo.
Hoje meu dia amanheceu tão cinza, cinza em todos os sentidos, onde ao contrário de sair, quero ficar em casa, ao contrário de abrir eu fecho as janelas...
A uma dor dentro do peito, que não existe palavras que possam expressar...como um dia cinza que tudo oque procuramos e estar enrolado em uma coberta, escondido de tudo e de todos, não há beleza em um dia assim.


Por Favor… Não Me Chame!

Não me chame para participar de campanhas, atos proféticos, mapeamentos territoriais, propósitos ou coisas similares a esta, cujo objetivo é barganhar e não adorar;

Não me chame para fazer orações determinando e ordenando a benção em “o nome de Jesus” e que não fazem Dele Senhor, mas FORNECEDOR;

Não me chame para falar mal de pastores, ministérios, zombar ou criticar, sem, no entanto, nada acrescentar;

Não me chame para fazer parte de grupos religiosos sectários;

Não me chame para correr de lá para cá atrás de moveres, conferencistas e inúmeros ventos de doutrina;

Não me chame para crer mas não pensar;

Não me chame para ser massa de manobra ou curral eleitoral para eleger pessoas interessadas em proteger seus feudos e não expandir o Reino;

Não me chame para coar o mosquito e engolir o camelo;

Não me chame para fazer de usos e costumes regras de fé e prática;

Não me chame para validar coisas que tão somente a “igreja” proíbe, mas a bíblia permite;

Não me chame para estender a mão e dar o pão ao próximo com o único intuito de praticar proselitismo e não exercitar o puro e simples amor ao próximo;

Não me chame para viver minha fé como se estivesse num gueto e não no Reino que é Dele e permeia todas as coisas;

Não me chame para julgar, sentenciar, reprovar e excluir os pecadores do Reino que a eles foi dada preferência; [Mateus 21:31]

Não me chame para mostrar a superioridade dos “ungidos” do Senhor;

Não me chame para praticar bibliomancia ou consultar “profetas” que mais parecem cartomantes gospel;

Não me chame para aplaudir manifestações espirituais caricatas – em bom evangeliquês: retetés e riplaplás – mas que em nada transformam;

Não me chame para falar evangeliquês;

Não me chame para falar em nome Dele, brigar em nome Dele, mas nem sequer tentar amar como Ele;

Não me chame para reformar o irreformável;

Não me chame para restaurar o irrestaurável;

Não me chame para recuperar o irrecuperável;

Por favor, não me chame!

Mas se for para tentar viver a simplicidade do evangelho puro e verdadeiro, cristocêntrico e sobretudo relacional, por favor ME CHAME!




O Poder do Silêncio.


Admiro o silêncio como quem admira uma tela em branco. Como uma tela em branco que guarda em si todas as cores, o silêncio guarda em si todas as possibilidades de sons, do sussurro ao grito, da folha caindo ao terremoto. Antes de um trovão, o silêncio é palpável. Em meio à multidão, o silêncio é invisível. Numa biblioteca, o farfalhar de páginas pode ser ouvido; numa boate, um tiro pode ser ignorado. No barulho, o som baixo é um silêncio. No silêncio, um som baixo é um barulho. É o silêncio que forma palavras, e também é ele quem as dispensa: o silêncio fala muito numa imagem, porque as imagens valem mais do que mil palavras. Mas o silêncio fala pouco nos livros porque as palavras escritas preenchem os espaços vazios (silêncios) com palavras (sons). A palavra escrita é som em potencial: se lida em silêncio, ela rompe o silêncio interno, da mente: se lida em voz alta, a palavra rompe o silêncio externo, do ambiente. Em meio a uma conversa, o silêncio é perturbador; num cemitério à meia-noite, ele é desejável; para o músico, é o seu instrumento de trabalho; para o mudo, é uma imposição à sua expressão; para o surdo, é a ausência de impressão; e é por isso que os escritores são os oradores do silêncio. Para quem quer dormir, é necessário que ele seja mantido; para os que querem acordar, ele deve ser rompido. O silêncio pode significar extremos: algo de muito ruim ou de muito bom; para um casal, o silêncio é o excesso de amor ou a falta dele. Para uma flor, o silêncio é vida; para um pássaro, é a morte. Para um falastrão, é uma dívida; para o gago, é um alívio; para o político, é uma derrota; para o palestrante, uma vírgula; para o sábio, uma meditação; mas para o ignorante, o silêncio é um castigo.



Nada a acrescentar.

Tirado da Apostila de Música do Seque.